Nos últimos tempos, o setor de tecnologia (TI) tem evoluído em grandes saltos. Devemos muito às diversas soluções e serviços que, sem dúvida, simplificaram o nosso dia a dia. Entretanto, o setor ainda não conseguiu saldar a dívida social: a lacuna de gênero, que sempre afetou esse campo, foi mantida com o passar do tempo, colocando em risco não apenas a diversidade e, por consequência, a capacidade de inovação desse setor, mas também o progresso de toda a economia produtiva. As estatísticas da lacuna são alarmantes: de acordo com a UNESCO, apenas 35 % dos alunos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) do ensino superior em todo o mundo são mulheres. Nas empresas de tecnologia mais importantes dos EUA (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft), as mulheres representam 25 % dos funcionários. Na América Latina e no Caribe, apenas 3 a cada 10 trabalhadores nas áreas de matemática e computação são mulheres. Por outro lado, elas abandonam o setor de tecnologia 45 % mais que os homens e apenas 26,5 % das mulheres que trabalham no setor ocupam cargos de liderança.

Neste ano, a crise do trabalho devido à pandemia de COVID-19 agravou ainda mais a situação e fez com que muitas mulheres abandonassem suas carreiras profissionais em tecnologia.

A Globant está rompendo com essa tendência e atingindo indicadores positivos na retenção de talentos femininos ao longo do tempo. Qual é a estratégia cultural por trás desse marco na diversidade de gênero? Apresentamos a seguir algumas das boas práticas e iniciativas que contribuíram para a obtenção desses resultados. Esperamos que essas ideias ajudem a orientar os esforços da comunidade em busca de uma maior inclusão no setor.

O papel das empresas na aceleração das mudanças

 Para enfrentar um problema com múltiplas causas, é necessário um esforço conjunto de todos os órgãos sociais que contribuem para a erradicação das desigualdades de gênero em diferentes esferas. As empresas de tecnologia, por sua vez, têm um papel fundamental não só na promoção da formação e participação profissional das mulheres nas áreas de STEM, mas também na geração de condições de trabalho que evitem que as mulheres abandonem o setor. 

A Globant é uma empresa nativa digital com 12.300 profissionais em 16 países. Apesar de sua força de trabalho ser majoritariamente masculina, os dados mostram que se trata de uma empresa onde as mulheres se sentem confortáveis: em termos gerais, a porcentagem de abandono é maior para os homens que para as mulheres.

Por outro lado, ao contrário da situação geral do trabalho, a crise provocada pela pandemia não afetou a decisão das mulheres de permanecer na empresa; pelo contrário, os números mostram que, ao longo dos meses mais difíceis, a porcentagem de abandono diminuiu significativamente.

Como a Globant conseguiu esses resultados positivos na retenção de mulheres, mesmo nos períodos mais difíceis? Como a empresa construiu uma cultura em que elas optam por permanecer por um longo período e estão comprometidas com seu crescimento profissional?

Na Globant, temos o compromisso de reduzir a lacuna de gênero estrutural no setor, inspirando e ajudando as mulheres a participarem e liderarem espaços relacionados ao setor de tecnologia.

Nosso compromisso é gerar mudanças substanciais, tanto na nossa organização quanto na sociedade. Como parte da nossa iniciativa Be Kind, estamos buscando:

●  atingir 50 % de ocupação por mulheres e pessoas não binárias nos cargos de gerência até 2025;

●  treinar 5000 mulheres e pessoas não binárias em tecnologia até 2025.

Para atingir esses objetivos, trabalhamos diariamente em todos os níveis da organização para alcançar o desenvolvimento inclusivo de talentos e um lugar onde as mulheres tenham voz própria e as mesmas oportunidades que os homens. 

Um caminho desenhado para impulsionar as mulheres

Para gerar um impacto positivo no setor, a Globant segue em frente com a iniciativa “Women That Build”. Com este programa, estamos acompanhando mulheres e pessoas não binárias em sua trajetória profissional, desde a fase de escolarização, passando pelo início do primeiro emprego, até que ocupem cargos de liderança.

 Para isso, desenhamos um caminho que inclui as fases de “inspirar”, “educar”, “contratar”, “acompanhar” e “conduzir”, onde promovemos uma variedade de ações para ajudá-las a atingirem seu potencial máximo, a partir de campos diferentes.

Maior visibilidade para romper vieses e preconceitos de gênero 

Um dos maiores obstáculos que as mulheres enfrentam são os estereótipos culturais que limitam a vocação das meninas e que inconscientemente as desencorajam a escolher e permanecer em carreiras nas áreas de STEM.

Para eliminar o desequilíbrio de gênero em TI, é necessário quebrar esse paradigma, fortalecendo a mensagem de que as mulheres podem triunfar e se realizar nesses campos, tanto quanto os homens.

Com a ideia de criar maior visibilidade para as mulheres no setor, a Globant lançou o prêmio Globant Awards: Women that Build Edition, que reconhece mulheres líderes que promovem a inclusão na indústria e jovens promissoras que demonstraram seu potencial para inovar em tecnologia. Para comemorar essas histórias, é importante inspirar e motivar as mulheres de TI do futuro.  

Este é um convite para que você indique as mulheres que fazem a diferença no setor!


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