Converge

Reinvenção é um conceito poderoso, e a edição deste ano do Converge abordou como as empresas, organizações e setores em todo o mundo estão enfrentando uma necessidade inevitável e acelerada de inovação e reinvenção nos negócios. Apresentado por James Corden, estrela do The Late Late Show, o Converge inspirou as mentes de mais de 50.000 pessoas em todo o mundo que se inscreveram para assistir ao evento online realizado no dia 10 de novembro.

A seguir, apresentamos o resumo dos principais momentos do evento em nossa incrível lineup

Diferentes Vozes com um pensamento unificado; todos nós somos construtores do mundo

Embora nossos mundos possam parecer diferentes, de videogames e metaverso a aplicativos de bem-estar e plataformas de desenvolvimento e muito mais, nossos palestrantes concordaram em uma coisa: somos todos criadores capazes de contribuir significativamente para nossos mundos, tanto o virtual, como o físico. Palestrantes da Globant, juntamente com líderes da indústria e visionários, apresentaram seus pensamentos e previsões incluindo todos os aspectos, desde reinvenção digital até blockchain, e como isso afetará os negócios, a sociedade e a vida dos indivíduos.

Perguntas sobre tecnologia | Prof. Yuval Harari

O evento começou com a palestra do Prof. Yuval Harari que falou sobre a relação entre humanos e tecnologia. Ele descreveu a história da escrita como uma das primeiras grandes invenções tecnológicas, explicando como foi desenvolvida para um propósito específico, mas passou a ser aplicada de diversas maneiras, além do que os inventores poderiam ter imaginado. Os avanços tecnológicos modernos têm isso em comum com a invenção da escrita, pois não podemos identificar todos os casos de uso, vantagens ou desvantagens que a tecnologia irá oferecer. Ele afirmou a importância de entender o que está acontecendo no mundo da tecnologia, acrescentando que, ao fazê-lo, “mais pessoas podem participar dessas conversas sobre o que fazer com os frutos das novas tecnologias e como prevenir os cenários mais perigosos”.

O Prof. Harari nos encorajou a considerar como entendemos o comportamento humano quando estamos desenvolvendo novas tecnologias. As plataformas de rede social, por exemplo, transformam qualquer pessoa em criadores de conteúdos, liberando uma ‘onda de criatividade’ entre os usuários da plataforma. Não estamos mais carentes de conteúdo, mas em vez disso, nossos períodos de atenção são curtos. Ele afirmou: “…estamos ocupados desenvolvendo tecnologia imersiva, desenvolvendo produtos que os humanos irão consumir, ou estamos elaborando ferramentas para os humanos criarem coisas novas?”

O lançamento do BeKindTech Fund & Globant X

Guibert Englebienne, co-fundador da Globant, presidente da Latam, Globant X & Globant Ventures, expandiu os pensamentos de Harari sobre como a tecnologia pode ser usada para aumentar nossa criatividade, capacidades e imaginação para construir um futuro brilhante: “Na Globant, também acreditamos que os seres humanos devem ser vistos como criadores ativos que podem ser fortalecidos. Acreditamos que o uso da tecnologia deve atingir um propósito maior”. 

Augmented Coding e StartMeUp, são ferramentas da Globant que enriquecem a colaboração, desenvolvem conjuntos de habilidades e promovem uma cultura de trabalho mais saudável, bem como estabelecem um senso de comunidade. Englebienne convidou o público a descobrir e explorar o Globant X, cujo objetivo é capacitar inovadores, sonhadores e empreendedores locais.

Um dos destaques do seu segmento foi anunciar o lançamento do BeKindTech Fund, um fundo para apoiar startups que lidam com o uso indevido de tecnologia,com foco em como o uso excessivo de tecnologia deve ser tratado a fim de garantir que seja benéfico para a humanidade. A missão do fundo está alinhada com a crença da Globant de continuar a iterar em novas maneiras de apoiar a reinvenção digital juntamente com nossos clientes.

Reinvenção agora: como a tecnologia pode ser um facilitador

Em todo o mundo, os inovadores estão ultrapassando os limites do que é possível, repensando como as coisas são feitas em diferentes setores. Patricia Pomies, COO da Globant, ressaltou que o caminho para a reinvenção é visto mais comumente nas áreas da tecnologia que impactam nossas vidas diárias, especificamente a IA, blockchain, Big Data, Machine Learning e tecnologias imersivas como o VR e AR.

A saúde é uma das principais indústrias que está reinventando seus modelos de negócios nos quais Patricia mencionou dois exemplos: Vara, a primeira empresa de software de IA da Alemanha a automatizar o rastreamento do câncer de mama, e P.volve, uma empresa que reinventou métodos tradicionais de condicionamento físico com base em uma abordagem holística que integra a mente e o corpo, oferecendo acesso a conteúdos e experiências de fitness online.

Smile Direct Club é uma história de reinvenção na indústria de higiene bucal. Patricia mencionou que, no início, as pessoas não entendiam como podiam endireitar os dentes remotamente, mas no final, os consumidores adoraram a opção em casa: “… francamente, é uma experiência muito melhor para os consumidores porque estamos usando tecnologia para tornar o processo muito mais fácil e acessível”. A parceria da Globant com a Polícia Metropolitana de Londres resultou na reinvenção do acesso público online aos serviços policiais. Com uma mudança significativa de mais de 70% das comunicações para relatórios online desde o lançamento da plataforma, o desperdício de recursos policiais e o envio desnecessário diminuíram. Os laboratórios Autonomic.ai e Attics também foram citados como empolgantes, novas e inovadoras tecnologias, assim como a Splight, uma empresa comprometida com a sustentabilidade ambiental que busca soluções sustentáveis por meio da inovação e tecnologias de ponta.

O Metaverso entrou na conversa

Iniciamos o painel do metaverso com uma breve atualização do Metaverse Studio da Globant, lançado recentemente no final de outubro. Matias Rodriguez, líder do Metaverse Studio, explicou como a Globant “está em uma posição única para ajudar a estabelecer empresas em transição para o metaverso e fornecer uma base sólida para as startups expandirem suas soluções”.

O painel de palestrantes especialistas foi moderado por Veronika Futaoka, Gerente de Produto da Globant. Cathy Hackl, CEO do Futures Intelligence Group, incentivou as pessoas a não se intimidarem com o metaverso, pois ele ainda está sendo definido:

“A Web 1.0 conectou as informações e você obteve Internet. A Web 2.0 conectou pessoas, e você teve mídia social e economia de compartilhamento e tudo o que aconteceu por lá. Estamos no final da Web 2.0, iniciando a Web 3.0 que conecta pessoas, lugares e coisas, ou pessoas, espaços e ativos”. 

Ela acrescentou que o metaverso é o sucessor da atual internet móvel, assim como a convergência do físico e digital, combinando experiências compartilhadas e conteúdos persistentes. Isso é possível por meio de várias tecnologias digitais que incluem AR e VR, blockchain e NFTs, nuvem e tecnologia de ponta. Uma coisa que foi consistente entre todos os participantes do painel é a crença de que todos somos pioneiros na criação do metaverso juntos como construtores de mundos: “Eu acredito sinceramente que a próxima Coco Chanel do mundo é provavelmente uma menina de 9 ou 10 anos desenhando skins em Roblox”.

Hackl ainda enfatizou que as empresas precisam começar a pensar nos avatares como seu próximo movimento direto para os consumidores, observando que a era da mineração, de entregar todos os seus dados e não receber nada em troca, está terminando lentamente.

Kasper Weber, cofundador e CEO da BeyondCreative, enriqueceu a discussão sobre o metaverso, explicando que, embora ainda não esteja aqui, há experiências que precisam ser criadas hoje. Ele acrescentou que as marcas estão percebendo que podem estar presentes em um metaverso ou em um jogo por meio de experiências criadas por pessoas, os construtores. 

Para as empresas, isso é enorme, pois podem começar identificando sua história e se perguntando como sua empresa se encaixa no mundo virtual. Para essas novas tecnologias e experiências digitais, “O único limite é realmente a imaginação dos desenvolvedores para criar essas experiências inspiradoras e envolventes”.

Ted Schilowitz, futurista da Paramount Pictures, nos fez considerar como associamos valor no mundo real ou na vida real, e como agora, foi transportado para o reino digital. Ele destacou como “podemos usar o blockchain para associar algo que tem permanência e realismo em um mundo virtual com um objeto virtual, no sentido de comércio real e valor real que costumava existir apenas com objetos físicos no mundo real.”

Schilowitz destacou que a pandemia nos mostrou que quando temos um agente externo à tecnologia que nos obriga a usar mais tecnologia, as pessoas passam a adotá-la e a achar interessante, imaginando que: em um momento haverá uma mudança, “onde será muito mais natural e muito mais lógico cair na realidade virtual ou realidade mista do que abrir seu laptop ou smartphone”.

AI, Crypto, Metaverse, Tech Education & NFTs – Entrevistas de James Corden com Martín Migoya, Will.i.am e Bizarrap

Durante a última sessão do Converge, James Corden entrevistou três grandes mentes que compartilharam suas perspectivas e preocupações sobre tópicos tecnológicos fundamentais.

Martín Migoya, CEO e co-fundador da Globant, disse que existem três tendências que estão mudando tudo, uma delas, a IA, é algo que vai aumentar as experiências e a forma como trabalhamos: “Na Globant, usamos IA para aumentar a forma como codificamos, para aumentar a forma como testamos, para aumentar a forma como colaboramos. Usamos IA para realmente mudar a maneira como estamos trabalhando no espaço de serviços profissionais”.

A segunda tendência é o blockchain, um avanço tecnológico, pois permite que as pessoas interajam entre si em uma transação financeira sem ter uma organização central que controle essa transação. A terceira tendência é o metaverso, observando que devemos usar essa tecnologia com responsabilidade, equilibrando quanto tempo gastamos naquele metaverso e quanto tempo em nossa vida real.

Migoya, acredita firmemente na importância da educação nas áreas de STEM, explicou que é muito importante adquirir conhecimentos em termos de tecnologia, onde há muitas oportunidades à espera de quem estiver disposto a aproveitá-las.

O inovador, criativo, artista e empresário de tecnologia, will.i.am, também compartilhou suas opiniões sobre as possibilidades da IA, como a pandemia afetou o trabalho remoto, a importância da regulamentação digital e como os dados devem capacitar as empresas. Ele também concordou com a importância da educação em STEM: “<Devemos> dar [às crianças] o conjunto de habilidades, para que possam criar empregos e resolver problemas por conta própria. Porque resolver problemas por conta própria criará empregos que nem poderíamos imaginar”.

Finalizando a sessão, Bizarrap, produtor musical, compartilhou como teve a oportunidade de se reinventar na indústria musical. Quando começou seu projeto com remakes de rappers, acabou fazendo música com eles. Ele também destacou como a tecnologia está permitindo a reinvenção da música o tempo todo e, graças a ela, está sendo compartilhada em formato digital, portanto, tecnologia e a música andam de mãos dadas.

Uma edição única do Converge

O evento foi uma experiência inesquecível, deixando os participantes entusiasmados. Foi uma oportunidade de ter uma visão geral das tendências, previsões e avanços mais importantes na área da tecnologia em desenvolvimento. Essas tecnologias terão, sem dúvida, um impacto direto em nosso estilo de vida, nossas interações sociais, nossa economia, nossa expansão de negócios e até mesmo em nosso potencial como criadores.

Se você quiser saber mais sobre como a Globant está reinventando diferentes setores, confira:

Assista ao Converge, The Power of Reinvention aqui.

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